Mesmo afastado, Cunha continua personagem central do impeachment
Mesmo afastado do mandato de deputado federal, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) continua um personagem central no processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Nesta terça-feira, 30, o jurista Miguel Reale Jr. usou a tribuna do Senado para rebater a tese de que o peemedebista agiu por vingança ao aceitar o pedido de impeachment.
Em seu depoimento na véspera, a petista voltou a afirmar que Cunha deflagrou o processo, em dezembro do ano passado, porque ela não aceitou colocar um freio nas investigações da Operação Lava Jato e porque o PT não quis votar contra prosseguimento do pedido de cassação do peemedebista.
“Eu saí chocado do discurso da presidente Dilma. A impressão que tive é de que a presidente está de costas para a Nação. Ela atribuiu este processo a uma trama urdida por Eduardo Cunha, sem se aperceber que este processo nasceu das ruas”, disse Reale Jr.
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